Carlos Olavo, iniciou-se profissionalmente na gastronomia no início da década de 80, quando fundou em São Paulo o "The Old Spaguetti Factory", que logo se tornou um lugar bastante conhecido e "badalado", à sua época. Estável, por mais de uma década, o segredo do "The Old", carinhosamente, assim chamado pelos jovens e artistas - sua maior freqüência - foi combinar uma comida light mediterrânea (muita verdura fresca, ervas e molhos criativos), com um ambiente descontraído, festivo e bastante original.
Apaixonado pela boa comida, Carlos, da mãe austríaca, herdou o gosto pelos alimentos mais refinados, da tia italiana, a habilidade para fazer molhos, ou seja a "mão" para a coisa e do pai brasileiro, o gosto pela pesquisa e pelas novas descobertas. Na história gastronômica mais longínqua, foi descobrir a origem e a arte dos molhos, a base de sua cozinha. A partir daí começou a misturar ingredientes - o que chama de alquimia culinária - e a criar novos pratos, fazendo uma cozinha experimental, também conhecida por "cozinha do autor". O resultado desta cozinha foi comprovado através do sucesso de seu restaurante. Carlos estudou na região do Veneto, Itália, e se aperfeiçoou pesquisando culinária em lugares tão diferentes entre si como, Bancok, Papete, Marrakech, New Orleans e Salvador, entre outros.
Em meados dos anos 90, seu lado de culinarista e pesquisador falou mais alto, vendeu o "The Old" e partiu em busca de novos desafios e de um velho sonho, escrever um livro. O primeiro desafio foi em 94, quando estreou no programa Manhã Paulista, na TV Gazeta, com o quadro Cozinha Criativa, sempre as quartas-feiras, onde durante um ano, ao lado de Cláudia Matarazzo, pôde ensinar um pouco de sua cozinha e a forma de melhor utilizá-la no cotidiano doméstico. O segundo foi a criação do site Todagula, um dos primeiros sites gastronômicos brasileiros, hoje a Todagula com mais de sete anos, já foi premiada com o selo de qualidade do super site Achei e citada no livro "1001 dicas & conselhos úteis para usar seu computador" da "Seleções do Reader´s Digest", como um dos seis melhores sites culinários do Brasil. Porém ainda faltava o sonho, escrever um livro.
Depois de uma pesquisa de mais de dois anos sobre a origem de nossas raízes afro, que tanto influenciaram a história da culinária brasileira, juntamente com seu amigo, o premiadíssimo barman Derivan - e muita gente boa - ele escreveu "O happy hour dos Orixás", baseado na mitologia e culinária encantada do povo Iorubá. O livro trás além dos mitos e lendas deste povo, comidas elaboradas a partir das receitas sagradas dos Orixás e exóticos coquetéis, que tem como ponto de partida os hábitos e as características dos "Encantados". Ilustram a obra, doze gravuras originais dos orixás, feitas pelo gravurista Aleks Mac - radicado na Inglaterra - e 24 fotos do conceituado fotógrafo gastronômico Mauro Holanda.
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